Controle
Quando você abre mão do desejo de controlar o outro, deixa de tratá-lo como incapaz e permite que ele comece a se movimentar por conta própria. Dessa forma, abre espaço para outras possibilidades, inclusive para o desenvolvimento pessoal.
Quando você para de tentar prever e acertar os próximos passos, você abre mão do controle, e assim, o que for de ser, será.
Se for para a pessoa seguir em direção X, será. Se for para permanecer no mesmo lugar, será. Se for para ir em direção oposta, será.
No fundo, o controle encobre uma forma de gerenciar o próprio medo: medo de perder o parceiro, medo de algo negativo acontecer, medo de que as suas expectativas não sejam atendidas, medo de sentir dor (e por aí vai).
Podemos dar suporte ao outro, mas não podemos assumir a vida do outro como se fosse nossa.
Controle é uma ilusão. Gerenciar os próximos passos dá a falsa impressão de que algo está mudando; mas basta desviar o olhar, nem que seja por um segundo, para tudo desabar. Fica a sensação de que a culpa foi sua por não ter prestado atenção.
Mas a verdade é que aquilo que você tenta impedir, independe de você. A ação do outro pertence ao outro, não ao seu nível de esforço.
No fim, nenhum grau de esforço seu tem o poder de mudar a natureza de alguém.
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